O estilo feminino de mandar
Confesso aos leitores que não era muito fã da presidente Dilma Roussef (PT). Imaginava que seu governo seria uma mera continuação do governo do presidente Lula, que continuaria a mandar, anular a presidente eleita e tomar as decisões. Por sorte, Dilma parece mesmo ser durona e exceto alguns conselhos pontuais com Lula, tem mostrado que é a chefe de seu governo. A faxina nos ministérios, o corte de gastos e os cortes na taxa de juros demonstram que Dilma segue a linha ético/desenvolvimentista, sem muito saco para negociações político/partidárias. Alias, a presidente tem pavor das negociações com o Congresso Nacional. O novo estilo da Presidência da República, com Dilma a frente do Governo, tem alegrado o povo, o índice de aprovação da presidente na última pesquisa Datafolha chegou a 59% dos brasileiros consultados consideraram sua gestão ótima ou boa, um crescimento de 10 pontos porcentuais desde a última edição, feita em junho de 2011. Foi o melhor resultado para um presidente em seu primeiro ano de gestão desde a volta das eleições diretas, em 1989. Outros 33% consideraram o governo Dilma regular, 6% o avaliaram como ruim ou péssimo e 2% não responderam.
A avaliação do governo Dilma melhorou entre homens e mulheres de todas as faixas de renda, idade e escolaridade. A presidente foi aprovada por 62% das mulheres e 56% dos homens; por 61% dos que concluíram até o ensino fundamental, 57% dos com ensino médio e por 59% daqueles com ensino superior. Também consideraram seu governo ótimo ou bom 59% dos que ganham até 5 salários mínimos; 53% dos que ganham mais de 10 salários mínimos; e 61% daqueles com renda entre 5 e 10 salários mínimos, faixa em que houve o maior avanço da pesquisa, de 16 pontos porcentuais desde junho.
Entrevistado do mês
A Coluna recebeu várias correspondências sobre a possível entrevistas com os ex-prefeitos de Varginha para este início de ano. As entrevistas mensais têm dado bastante repercussão e ouvir ainda os ex-prefeitos, com certeza, iria colocar mais “pólvora” nesta fogueira de vaidades eleitoral. No entanto, um petista reclamou sobre o desnível das entrevistas, tendo em vista que, se forem ouvidos os ex-prefeitos, a administração petista seria injustiçada, pois todos os ex-prefeitos vivos, são contrários a administração, uma vez que Mauro Teixeira (PT) já morreu. Realmente, o apontamento faz sentido, pois seguramente, os ex-prefeitos iriam pender contrariamente ao governo petista. Mas com certeza, ouvir o que tem a dizer os ex-prefeitos, Eduardo Ottoni (PSD), Aloísio Ribeiro de Almeida (PP), Dilzon Melo (PTB) e Antônio Silva (PTB) sobre os contornos administrativos e políticos que Varginha caminha hoje seria muito instrutivo, embora politicamente, perigoso. Desta forma a coluna vai colocar como opção aos leitores de Fatos e Versões, a escolha de entrevistar dois dos quatro ex-prefeitos para serem o Entrevistado do Mês. Os leitores poderão apontar dois ex-prefeitos e encaminhar sua escolha para o e-mail da coluna rodrigogazeta@bol.com.br. Os mais votados serão entrevistados a partir de fevereiro. Os leitores também podem sugerir perguntas aos entrevistados pelo e-mail da coluna: rodrigogazeta@bol.com.br. O resultado da escolha será publicado no final do mês de janeiro.
Perguntar não ofende
Será que os índices de aprovação do governo feminista da presidente Dilma são um sinal que as mulheres tem maior “vocação” que os homens para o Executivo? Varginha estaria preparada para uma prefeita?
Será que a oposição vai cumprir a promessa de apresentar seu candidato a prefeito antes do Carnaval?
Será que em 2012 o secretário municipal de Meio Ambiente, Rômulo Azevedo, vai conseguir tirar a coleta seletiva do lixo do papel?
Os articuladores do PT e do governo dizem que o ex-presidente Lula vai subir em palanques nas eleições 2012, nas principais cidades do Brasil, onde os três principais partidos de sustentação do governo Dilma (PT – PMDB – PSB) estiverem juntos. Será que isso é algum recado para os políticos de Varginha?
FRASES
“Ninguém aguenta mais! O tráfico de drogas e a violência são constantes aqui, a Polícia Militar não faz nada, a Guarda Municipal passa e também não faz nada! Meus filhos vivem essa insegurança todos os dias, quando saem pra escola, não sei se vão voltar” – Moradora do Bairro Vila Mendes, reclamando do drama vivido em seu bairro em razão do tráfico e da violência.
“Saber no que bater e como bater. Não podemos transforma-lo em vítima, mas precisamos mostrar os pontos fracos da administração” – “Marqueteiro extra-oficial” da oposição falando dos cuidados necessários para expor as falhas do governo petista.
“Mais de 200 cargos de confiança trabalhando dia e noite para manterem-se nas tetas e um governo maquiado que não realizou obras e só recebeu migalhas do Governo Estadual e Federal”– Prefeitável falando a um pequeno grupo de apoiadores, sobre o que vão enfrentar nas eleições de 2012, no embate com o governo municipal.
Eterno enquanto dure ...
A nota a seguir foi publicada em um grande jornal da Capital, em matéria que falava sobre muitos prefeitos e seus vices que, após chegarem ao poder, transformaram-se em inimigos. A matéria foi publicada no mesmo dia em que Varginha também foi destaque pela sua balança de exportação. Na assessoria do governo houve espaço apenas para divulgar os dados econômicos lembrados pela imprensa. Em relação ao comentário sobre o prefeito e vice de Varginha, nada foi falado.
“Ex-amigos - Os desentendimentos políticos em Varginha, no Sul de Minas, acabaram com uma amizade de infância. Colegas desde o ensino fundamental, Eduardo Antônio Carvalho (PT) e Marcos Paiva Foresti (PPS), apesar de serem de partidos opostos no cenário nacional, se uniram na disputa do pleito de 2008 e saíram vencedores. Mas a relação dos dois mudou quando assumiram o comando da cidade. Segundo Marcos, o grupo de secretários petistas passou a dominar as ações na prefeitura e deixou de fora o “adversário político”.
O clima ficou ainda mais tenso quando o vice-prefeito entrou na competição de votos com uma candidata a deputada estadual petista, nas eleições de 2010. “Há três anos Eduardo não tira férias para eu não assumir. Ele tirou 10 dias de folga este ano. De acordo com a legislação, eu só assumiria depois de 15 dias”, reclamou Foresti. Nas eleições deste ano eles devem ficar de lados opostos no palanque, pelo menos essa é a pretensão do vice-prefeito. O prefeito não foi localizado pela reportagem no celular. A assessoria de imprensa informou que ele está em viagem”.
Balança comercial
Varginha está presente em mais um importante ranking que comprova o desenvolvimento do município. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e aponta a cidade, pelo segundo ano consecutivo, entre as 15 melhores colocadas do Brasil no saldo da balança comercial.
O volume de exportação de Varginha no ano de 2011 foi de US$ 2,1 bilhões. Já o valor da importação ficou em US$ 225 milhões. Varginha ocupa o quinto lugar em Minas Gerais e a 15ª colocação no país com um saldo de US$ 1,89 bilhão, sendo a única cidade do Sul de Minas no ranking nacional e estadual. Em 2010, a exportação no município alcançou o valor US$ 1,7 bilhão e a importação chegou a US$ 157,4 milhões. O saldo da balança comercial do ano retrasado fechou em US$ 1,5 bilhão.
Em Minas Gerais, junto a Varginha, estão as cidades de Itabira, Ouro Preto, Nova Lima, Araxá, Brumadinho, Itabirito e São Gonçalo do Rio Abaixo. Veja que Varginha é a única que não tem sua balança comercial favorável ligada a mineração, diferente das demais cidades citadas no Estado. Varginha tem suas exportações fortalecidas em razão da forte exportação de café, em sua maioria café em grãos, sem qualquer agregação de valor. Porém os especialistas alertam que o município precisa diversificar sua grade de exportação, ou ao menos agregar valor no produto exportado, neste caso, Café não-torrado, não-descafeinado, em grão, principal produto exportado pela cidade. O produto em poderia ser beneficiado no estado, de preferência, em Varginha.
Rentável vespeiro
O deputado Alencar da Silveira Júnior, um experiente deputado da ALMG prepara-se para mexer em um “rentável vespeiro” em 2012 e com o apoio de boa parte de seus pares. O deputado anunciou à Coluna que apresentará um projeto de lei que autoriza a criação de novos cartórios por concurso no Estado, assim que terminar o recesso no Legislativo. “A atual legislação sobre os cartórios é de 1964. O Estado cresceu, bem como a população. Não é possível que um cartório de Poços de Caldas, por exemplo, peça 30 dias para dar uma escritura, pois se arvora em dono da verdade”, disse o parlamentar. Na sua avaliação, cidades com mais de 50 mil habitantes não podem ser reféns de um único cartório. O loby dos cartórios não é tão forte em Minas e “cabeças coroadas” no TJMG e ALMG tem interesse em dividir este “bolo” que é o serviço cartorial em Minas. Muitos acham que seria benéfico a população, pois muitas cidades, como Varginha por exemplo, poderiam ter mais cartórios. Como pano de fundo de tudo isso, esta o interesse de várias autoridades estaduais de “encerrar carreira” com o “pé de meia” de tornarem-se proprietários de cartório no interior do Estado.
Mundo virtual
Além dos sites oficiais do Executivo e Legislativo, diversos vereadores, pré-candidatos, além do próprio prefeito e presidente da Câmara já possuem twiter, facebook além de outras já conhecidas ferramentas virtuais como e-mails e blogs para se comunicar, fazer amigos e ganhar votos na internet. Claro que a propaganda eleitoral ainda não esta autorizada pela Justiça Eleitoral, mas já temos diversas pessoas públicas que já estão em “plena atividade” na divulgação de sua “performance política” com vista as eleições de 2012. Inauguração de sites, envio de e-mails, postagens diárias no twiter e facebook seguidas de diversos comentários, em sua maioria de aprovação. Este contato direto e imediato da classe política com o povo é um avanço e as redes sociais estão sendo uma espécie de “grande imprensa” para pressionar e trazer boas mudanças no comportamento da classe política nacional. Recentemente, após uma grande campanha nas redes sociais, a população de Belo Horizonte, juntamente com a imprensa que acompanhou o movimento popular virtual, pressionou o prefeito da Capital, Márcio Lacerda, a vetar o absurdo aumento de 61% nos salários dos vereadores. Por certo, este lado “mobilizador, cobrador e fiscalizador” da tecnologia veio para ficar.


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