Atualmente, 1.797 famílias são beneficiadas pelo Programa Bolsa Família do Governo
Federal em Varginha. De acordo com a responsável pelo programa no município, Zenaide Teixeira, outras 1.790 famílias aguardam na fila para receberem o benefício. Segundo Zenaide, o recadastramento das famílias já cadastradas acontece anualmente. Há certos casos em que o benefício é bloqueado. Zenaide explica que um dos motivos para este bloqueio é o cadastro desatualizado. Segundo a servidora, o Governo Federal estabelece um prazo de dois anos. “Nós pedimos para que as famílias atualizem anualmente seus cadastros”, diz. Ela ainda informa que quando é ultrapassado este prazo de dois anos sem a atualização, o governo bloqueia o programa, e a família fica impedida de receber o benefício. Outro motivo seria a falta dos filhos dos beneficiados ao programa nas escolas. “A criança tem de obter uma freqüência de 85% nas escolas, conforme exigência do governo federal”. Tendo em vista que o Programa Bolsa Família, inicialmente, quando foi criado visava atender famílias carentes que estavam na linha da miséria, é de se perguntar se realmente temos em Varginha tantos miseráveis e qual a metodologia da distribuição do auxílio. Afinal, hoje 1797 famílias já recebem o benefício, são portanto, consideradas “miseráveis” pelo Governo Federal? Outras 1790 famílias estão na fila para receber o benefício, isso só em Varginha! São portanto, 3.587 famílias “em tese miseráveis”. Partindo dos estudos do IBGE que, em média, cada família possui 4 pessoas (este número costuma ser maior nas famílias de baixa renda), Varginha teria, baseado nos números do Bolsa Família do Governo Federal, que é acompanhado pelo Executivo municipal, 14.348 pessoas vivendo na linha da pobreza. Estes números são chocantes, pois pelo último sendo Varginha teria em torno de 130 mil habitantes, ou seja, mais de 10% da cidade viveria na miséria. É bem possível que alguém nesta história esta sendo enganado. Ou a propaganda da Prefeitura de Varginha que anuncia nossa cidade de “excelente qualidade de vida” ou os cofres públicos federais que podem estar dando recursos a quem não precisa! Pelo visto, estes beneficiados do Bolsa Família e os postulantes ao programa precisam passar por um “pente fino”.
Investigação
A Coluna foi procurada por uma empresa que apresentou fortes indícios de “coisas nebulosas” na área de saúde de Varginha. As supostas irregularidades apontas envolvem uma empresa da Capital, um plano de saúde conhecido na cidade e um hospital público administrado pelo Executivo municipal. A empresa seria de próteses ortopédicas e teria um crédito a receber do hospital público a mais de três anos. Segundo os documentos em posse da coluna, o plano de saúde já teria destinado o pagamento do material, porem o hospital estaria retendo, sem justificativas, o pagamento da empresa, que já não fornece mais material ao hospital. A suspeita é de que alguém “ganhou ou quer ganhar” com a manobra. O certo mesmo é que muitas coisas obscuras, contratações irregulares, dívidas e atendimento precário cercam os últimos anos deste hospital. A Coluna vai continuar apurando os dados e documentos recebidos e vai conversar com as partes envolvidas, inclusive da área de saúde do Executivo municipal. Mas detalhes nas próximas colunas. Não é possível que o cidadão varginhense fique sem medicamentos, equipamentos e profissionais de qualidade, por conta da “má fama ou calote” do hospital às empresas e profissionais do mercado de saúde.
Federal em Varginha. De acordo com a responsável pelo programa no município, Zenaide Teixeira, outras 1.790 famílias aguardam na fila para receberem o benefício. Segundo Zenaide, o recadastramento das famílias já cadastradas acontece anualmente. Há certos casos em que o benefício é bloqueado. Zenaide explica que um dos motivos para este bloqueio é o cadastro desatualizado. Segundo a servidora, o Governo Federal estabelece um prazo de dois anos. “Nós pedimos para que as famílias atualizem anualmente seus cadastros”, diz. Ela ainda informa que quando é ultrapassado este prazo de dois anos sem a atualização, o governo bloqueia o programa, e a família fica impedida de receber o benefício. Outro motivo seria a falta dos filhos dos beneficiados ao programa nas escolas. “A criança tem de obter uma freqüência de 85% nas escolas, conforme exigência do governo federal”. Tendo em vista que o Programa Bolsa Família, inicialmente, quando foi criado visava atender famílias carentes que estavam na linha da miséria, é de se perguntar se realmente temos em Varginha tantos miseráveis e qual a metodologia da distribuição do auxílio. Afinal, hoje 1797 famílias já recebem o benefício, são portanto, consideradas “miseráveis” pelo Governo Federal? Outras 1790 famílias estão na fila para receber o benefício, isso só em Varginha! São portanto, 3.587 famílias “em tese miseráveis”. Partindo dos estudos do IBGE que, em média, cada família possui 4 pessoas (este número costuma ser maior nas famílias de baixa renda), Varginha teria, baseado nos números do Bolsa Família do Governo Federal, que é acompanhado pelo Executivo municipal, 14.348 pessoas vivendo na linha da pobreza. Estes números são chocantes, pois pelo último sendo Varginha teria em torno de 130 mil habitantes, ou seja, mais de 10% da cidade viveria na miséria. É bem possível que alguém nesta história esta sendo enganado. Ou a propaganda da Prefeitura de Varginha que anuncia nossa cidade de “excelente qualidade de vida” ou os cofres públicos federais que podem estar dando recursos a quem não precisa! Pelo visto, estes beneficiados do Bolsa Família e os postulantes ao programa precisam passar por um “pente fino”.
Investigação
A Coluna foi procurada por uma empresa que apresentou fortes indícios de “coisas nebulosas” na área de saúde de Varginha. As supostas irregularidades apontas envolvem uma empresa da Capital, um plano de saúde conhecido na cidade e um hospital público administrado pelo Executivo municipal. A empresa seria de próteses ortopédicas e teria um crédito a receber do hospital público a mais de três anos. Segundo os documentos em posse da coluna, o plano de saúde já teria destinado o pagamento do material, porem o hospital estaria retendo, sem justificativas, o pagamento da empresa, que já não fornece mais material ao hospital. A suspeita é de que alguém “ganhou ou quer ganhar” com a manobra. O certo mesmo é que muitas coisas obscuras, contratações irregulares, dívidas e atendimento precário cercam os últimos anos deste hospital. A Coluna vai continuar apurando os dados e documentos recebidos e vai conversar com as partes envolvidas, inclusive da área de saúde do Executivo municipal. Mas detalhes nas próximas colunas. Não é possível que o cidadão varginhense fique sem medicamentos, equipamentos e profissionais de qualidade, por conta da “má fama ou calote” do hospital às empresas e profissionais do mercado de saúde.



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